terça-feira, 5 de setembro de 2017

DO FUNDO DO BAÚ


LANÇAMENTO DO LIVRO "O BAÚ DA GAIATICE"

Há 18 anos (maio de 1999) fizemos o lançamento do livro O BAÚ DA GAIATICE no Pirata Bar da Praia de Iracema, com show do humorista Hiran Delmar e presença maciça dos amigos. O livro já está na terceira edição, totalizando uma tiragem de 5 mil exemplares. O lançamento da primeira edição foi destaque na imprensa. Tivemos matérias de página inteira em alguns jornais, dentre os quais O POVO, Diário do Nordeste, O Estado, Tribuna do Ceará e o tablóide HOJE, que fazia muito sucesso na época.


ARIEVALDO E A ARTE DE FAZER RIR


BLANCHARD GIRÃO 
 jornalista e escritor


Se alguns resquícios etílicos ainda me afetavam o fígado, foram definitivamente curados. Tudo por conta do "Baú da Gaiatice", de Arievaldo Viana, que lí de uma tirada só no último fim-de-semana. Ri a bandeiras despregadas com os "causos" colhidos no filão riquíssimo da cultura popular em suas diversas vertentes, a sertaneja, em primeiro lugar, a suburbana e a anedótica nascida nos meios mais intelectualizados.
Tudo seria vulgar não fosse a capacidade própria de Arievaldo no saber contar, dando a cada estória o seu toque pessoal, a sua graça de humorista.
Nesta coletânea, enriquecida pelo traço irreverente de Klévisson (irmão do autor) e a colaboração valiosa de Pedro Paulo Paulino, Tarcísio Matos, Sílvio Roberto Santos e Jota Batista, deparamo-nos com autênticas jóias do humor, capazes de fazer inveja a um Quintino Cunha, a Emílio de Menezes ou a essa turma que, outrora no Pasquim, hoje empolga o País pelas páginas do novo sucesso editorial brasileiro, a revista "Bundas".
Personagens marcantes, como esse incrível Broca da Silveira, Tia Santana, Miguel Carpina, Zé Freire e muitos outros, joeirados pelo autor e seus colaboradores nas conversas de bodegas do interior e da periferia da cidade grande, colocam-nos diante de estórias hilariantes, reunindo o jocoso, o irônico, o espontâneo e o absurdo que se encontram sob a aparência geralmente rude do homem comum.
"O Baú da Gaiatice" tem o sabor de um cinema-mudo chapliniano, embora sem quaisquer pretensões estéticas. É a pedra preciosa em seu estado de pureza, ligeiramente lapidada pelo talento de quem a reapresenta. Momentos de autêntico estudo da psicologia da alma ingênua do povo, que nem todos têm a competência de perceber e revelar na plenitude de sua beleza.
Em "Sabugo Reciclável", "As Naftalinas", "A Festa do Zuca" ou em "Um Jegue que me Carregue"- para lembrar apenas algumas das estórias singelas que Arievaldo cascalhou no manancial inesgotável da alma da rua  está o melhor do humor cearense dos dias presentes. E olhe que humor é o forte dessa gente que, com Chico Anysio, Falcão, Renato Aragão e muitos outros, tem conseguido provocar a alegria desse Brasil tão amargo do momento. 
Vale a pena adquirir e ler "O Baú da Gaiatice", com apenas 134 páginas, abrigando um fantástico universo de "causos" capazes de levar às gargalhadas o mais circunspecto dos homens.


(Artigo publicado no jornal O ESTADO, em junho de 1999)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

GESTA MEDIEVAL


TOQUINHO, BELCHIOR 
E OS DOZE PARES DE FRANÇA


Pouca gente sabe, mas depois de Jorge Mello e Fagner, um dos parceiros mais importantes de Belchior é Toquinho. Num disco lançado pela Phonogram em 1978 os dois assinam nada menos que seis parcerias, dentre as quais a bela canção OS DOZE PARES DE FRANÇA. O Imperador Carlos Magno e os Doze Pares de França são figuras muito apreciadas em todo o Brasil, sobretudo no Nordeste, onde são constantemente lembrados na cantoria e na Literatura de Cordel.



Os Doze Pares de França
Belchior e Toquinho
 
Os doze pares de França
Vêm de Belém do Pará
Montando doze ginetes
Mais brancos do que o luar.

Vêm de França, anel e lança,
Cavaleiro, olê-olá.
Cantando uma loa alegre
Para as moças do lugar.

Tendo a luz dessas espadas,
Não carece o sol raiar.
Nem de rei, nem de princesa,
Ninguém mais vai precisar.

A verdade tem um brilho
Que põe a terra a rodar.
Faz nascer mais cedo o milho,
Inventa modos de amar.

Os doze pares de França,
Cavaleiro, olê-olá,
Vão levar meu coração
Pro outro lado do mar.

Pro lado de lá da noite,
Lá pras bandas da manhã.
Onde o sol bate em meu peito
Vermelho como romã.

Link para o Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=GFNBKQ6yqiw







TOQUINHO - TOQUINHO CANTANDO - PEQUENO PERFIL DE UM CIDADÃO COMUM... (1978 - Philips/Phonogram)



01 - Pequeno perfil de um cidadão comum
      (Toquinho - Belchior)
02 - Onde a vontade me levar
      (Toquinho - Azeitona)
03 - Alegoria das aves
      (Belchior - Toquinho)
04 - Os doze pares de França
      (Toquinho - Belchior)
05 - Bom sofredor
      (Toquinho - Mutinho)
06 - Signo estrelado
      (Toquinho - Belchior)
07 - Lições de vida
      (Toquinho - Carlinhos Vergueiro)
08 - Salmo 78
      (Belchior - Toquinho)
09 - Canção pra Mônica
      (Toquinho - Mutinho)
10 - Entre a loucura e a razão
      (Toquinho)
11 - Copla do cavalo Morsamor
      (Toquinho - Belchior)
12 - Recordar não é viver
      (Azeitona - Toquinho)



Ficha Técnica:
Estúdio: PHONOGRAM (8 Canais)
Direção de Produção e Estúdio: LUIZ ROBERTO
Técnico de Gravação: VITOR, LUIZ CLAUDIO COUTINHO, JAIRO
GUALBERTO
Técnico de Mixagem: VITOR, LUIZ CLAUDIO COUTINHO, JAIRO
GUALBERTO
Corte: IVAN LISNIK
Auxiliar de Estúdio: ANIBAL, GERALDO, VITOR
Capa: ALDO LUIZ
Foto: AYRTON CAMARGO JR.
Arte Final: ARTHUR FRÓES
Músicos que participaram deste disco:
Violão: TOQUINHO
Baixo: AZEITONA, LUIZÃO
Bateria: MUTINHO, PAPÃO
Piano Elétrico e Órgão: AÉCIO FLÁVIO
Flautas: JORGINHO, LENIR, CELSO, COPINHA
Sax: JORGINHO, ZÉ BODEGA
Flugel Horn: MAURILIO-NILTINHO
Corn Inglês: BRAZ LIMONGE
Ritmo: MARÇAL, GORDINHO, CANEGAL, NÔ, LUIZ ROBERTO, DJALMA
Orquestra de Cordas:
Violinos: PARESCHI, J. ALVES, JOÃO DALTRO, ANDRÉ C. GUETTA, PASCOAL           PERROTA, VIRGILIO ARRAES, PESACH NISEMBAUM, JORGE FAINE
Violas: ARLINDO PENTEADO, FREDERICK STEPHANY, JOSÉ DIAS DE
             LANA, NELSON B. MACEDO
Cellos: MARCIO EYMAR MALARD, WATSON CLISS
Basso: SANDRINO SANTORO
Coro Masculino: WALDIR, EDSON, MAX
Coro Feminino: NILZA, LOALVA, DALVA

Arranjos e Regências: Maestro MARCOS DE CASTRO

LEIA TAMBÉM: http://maladeromances.blogspot.com.br/2014/11/cavalaria-em-cordel.html



terça-feira, 29 de agosto de 2017

PEREGRINAÇÕES DE FREI MANÉ MAGO




FREI MANÉ MAGO 

NA TERRA DOS MONÓLITOS


Faço arte pela arte
Sem cansar minha beleza
Assim quando eu vejo porcos
Lanço logo as minhas pérolas
(Tocando por música - Belchior e Jorge Mello)*

Frei Mané Mago de Jurema e seus discípulos peregrinavam pelo Sertão Central da Galiléia, rumo à terra dos Monólitos, onde deveriam esperar a chegada do Cavaleiro da Esperança. Sua marcha foi interceptada bruscamente por meia dúzia de Coxinhas e Fariseus, todos com aspecto alucinado e espumando de ódio, parecendo estarem possuídos por espíritos malignos.
Um dos Fariseus, que parecia liderar o minguado grupo de gatos pingados, tremendo visivelmente os dedos e a boca, adiantou-se da comitiva e bradou:
— Sabeis que não temos ladrão de estimação e que desejamos ver todos os gatunos na cadeia! Com os poderes do Sinédrio Curitibano, haveremos de ver o vosso chefe apodrecer detrás das grades! Afinal de contas, a culpa é do PT! Desde que a serpente tentou a nossa Mãe Eva no Jardim do Éden, desde quando o Criador resolveu mandar o Dilúvio, desde quando a humanidade ergueu a Torre de Babel, a culpa é desse maldito partido. Não duvido que tenham sido responsáveis pela extinção dos dinossauros!
Mestre Mané Mago retrucou, simplesmente:
— Que tendes vós conosco? Que vos importa o que fazemos ou deixamos de fazer? Vós que enfiastes as panelas no rabo, por que não botam a viola no saco?
— No rabo? Disse um deles pálido de raiva...
Frei Mané Mago, lembrando-se do Padre João, de “O Auto da Compadecida”, sorriu e lhes disse:
— Desculpe, eu deveria ter dito "na CAUDA". Deve-se respeito aos enfermos, mesmo que sejam da mais baixa qualidade.

* * *

Os Fariseus ficaram a ponto de explodir e começaram a dirigir toda sorte de imprecações contra Frei Mané Mago e seus discípulos. Querendo pôr termo à infrutífera querela, o Mestre os repreendeu brandamente:
— Acalmai-vos, meus irmãos. Jamais ouvi algum de vós clamar pela prisão dos golpistas, dos vendilhões da pátria, sobretudo do Cheira-Pó das Gerais ou de seu amigo dono do Helifanta.
— Helifanta?  Que diabos é Helifanta? – Perguntou um dos Coxinhas, ao que o mestre explicou prontamente:
— Então não sabíeis que está proibido chamar o tal helicóptero da “esparrela” pelo nome daquele outro refrigerante. Doravante o chamaremos de Helifanta, Helipepsi, Helipóptero e o que mais nos vier à cabeça.
Os paneleiros se entreolharam confusos. Alguns já demonstravam claros sinais de arrependimento, mas por pudor, não tinham coragem de assumir. Apenas um deles disse timidamente:
— Saiba que já mandamos o GOLPISTA para a China...
 Outros, por serem totalmente néscios, teimavam ainda com redobrado furor. Aos que se arrependeram, o Mestre aconselhou nesses termos:
— Diz a lenda que o PANELEIRO que passar SETE DIAS calado, sem estrebuchar nas redes sociais, sem ofender o seu próximo e sem repetir o discurso vazio que há muito perdeu a validade, será perdoado por todas as cagadas que praticou.


* * *

Ora, bem sabia o Mestre que um Paneleiro é incapaz de passar SETE MINUTOS em silêncio, quanto mais SETE DIAS. Ao terminar sua prédica, Frei Mané Mago retomou o seu caminho, seguido por seus discípulos, enquanto os Coxinhas tentavam arrebanhar outros gatos pingados para sua diminuta caravana.
Ao se afastarem do local daquele encontro indesejável, um discípulo de Frei Mané Mago adiantou-se e perguntou:
— Mestre, eles estão cegos? Estão surdos? Estão loucos? Não percebem a desgraça que trouxeram sobre o nosso país.
O mestre suspirou e respondeu desolado:
— Em verdade, em verdade vos digo: os COXINHAS estão amando isso aí. A raiva deles era ver pobre andando de avião, empregada doméstica falando em “meus direitos”, filho de preto na universidade... Ver pobre doente, sofrendo numa fila de hospital, leva qualquer paneleiro a um orgasmo múltiplo. Ver pobre sendo enxotado, maltratado e perseguido é um bálsamo, um colírio para os olhos de um Coxinha Fascista.
— Será possível? Disse Frei Candonga. O Mestre prosseguiu:
— Lascado mesmo é o COXINHA POBRE, que não se reconhece como tal. Aquele que foi manipulado pela mídia e iludido pelo pato amarelo. Que continua teimando, que ainda estrebucha porque não caiu a ficha...  Aquele miserável que foi uma vez à Flórida, outra ao Paraguai e já pensa que é rico. Usa roupa importada (de procedência duvidosa), anda de Hi-Lux (que comprou fiado) e mora de aluguel, na base do VIVA O LUXO e MORRA O BUCHO!
Frei Cancão de Fogo não se conteve e o VERBO se fez látego:
— Esse merece pagar dobrado. Mas o COXA verdadeiro, aliás aquele SOBRECOXA que tem pedigree e bala na agulha, que possui dinheiro mal adquirido num banco da Suíça, esse gosta mesmo é de ver o país do jeito que está... Trabalhador com direitos aviltados, subtraídos e solapados. Aumento do preconceito contra negros, nordestinos, homossexuais e outras minorias. Esse Fariseu não vai mais às ruas, não reclama de nada, fechou-se em copas. Colhe os frutos de sua plantação: Abandono dos programas sociais, venda das estatais. Enfim, os Três Poderes nadando na podridão enquanto ele nada em rios de dinheiro.
Frei Mané Mago, ombros caídos, vista perdida na imensidão do horizonte, concluiu deste modo:
— Os papangus que vistes ainda há pouco, é um substrato dessa raça que se julga superior. Meros idiotas que almejam adentrar nesse panteão de mentiras. Pobres diabos iludidos pelo canto da Sereia do Capitalismo. Em verdade, em verdade vos digo. É mais fácil uma baleia adaptar-se às areias do Saara que um desses pobres paneleiros arrepender-se. Acho até mais viável o Satanás ter piedade e compaixão pela humanidade, que um desses admitir que está errado.


Extraído dos manuscritos de Frei Cancão de Fogo do Amor Divino

“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” (Mt 7. 6)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

VIDA BOA, A DE DOUTOR


O presente cordel, inexplicavelmente inédito, baseia-se numa anedota que me foi repassada por um médico renomado do Cariri Cearense. Seguem alguns trechos, para deleite dos leitores do blog MALA DE ROMANCES:


AVENTURAS DE ZÉ POIVINHA
Ou VIDA BOA, A DE DOUTOR!


Poivinha, quando menino
Foi brecheiro e onanista
Adolescente ele andava
Agarrado com revista
Playboy, estudando para
Ser um ginecologista.

De Playboy e Ele&Ela
Possuía a coleção
Jamais perdia o Chacrinha
Porque na televisão
Admirava as Chacretes
Com a sua exibição.

Ingressou na faculdade
Porque vontade ele tinha
De estudar o “cara-preta”
Do jeito que lhe convinha
Como era presepeiro
Lhe apelidaram “Poivinha”.

Seis anos de bom estudo
No Pernambuco afamado
Poivinha provou que era
Um aluno dedicado
E ao cabo deste período
Ele já estava formado.

Dr. Poivinha não quis
Clinicar na capital
Foi abrir seu consultório
Na sua terra natal
Onde também trabalhava
No posto e no hospital.

Em plena zona rural
Nas margens de um açude
Ficava em lugar distante
O tal posto de saúde
Poivinha, trabalhador
Comparecia amiúde.

Porém, pra seu desalento
Só chegava mulher feia
Geralmente com mau cheiro
E além do mais, alheia,
Com o “cara-preto” feioso
Igual aranha na teia.

Jamais chegou uma dama
Dizendo-lhe com carinho
Doutor, olhe o meu negócio
Como está bem cheirosinho,
Com saúde e depilado,
Observe o bigodinho...

Não, meu amigo, o doutor
Dizia contrariado:
- Só me chega bicho feio
Torto, sujo, esculhambado,
Uns fedendo a bacalhau
Outros, a chifre queimado.

Um dia, dr. Poivinha
Depois de ter atendido
No tal posto de saúde
Voltava bem entretido
Dirigindo um velho jipe
Pelo Prefeito cedido.

Era pleno meio dia,
Fazia um grande calor
Numa curva da estrada
O nosso caro doutor
Vê uma velha pulando
A cerca de passador.

Pesava quase cem quilos
Vermelha que só pimenta
Com um balaio na cabeça
Suando até pela venta
De longe ele pressentiu
Que ela vinha fedorenta.

A velha se atravessou
Na frente da condução
Doutor, pare logo o jipe
Me preste bem atenção
Eu quero me “receitar”
Nessa mesma ocasião.

O doutor disse: - Pois não,
Comigo não tem besteira
Diga-me  o que está sentindo...
Disse a velha: - Uma coceira
Nas partes, porque um bicho
Me mordeu, na capoeira.

Era doença venérea
Mas a velha não dizia
Puritana, envergonhada,
Por alí se contorcia...
- Dotô passe uma pomada,

E me acabe esta agonia!

(...)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

CONVERSA APRUMADA


Foto: Ricardo Stucker

DE LULA PRA LULA

Por Frei Cancão de Fogo do Amor Divino

- LULA!
- Pronto, patrão...
- Monte na bestinha melada e risque! Você tem que voltar à Presidência da República já, já! Tem que tirar esse país da lama e devolver a dignidade ao povo brasileiro, esse povo sofredor que está padecendo aquelas que o cão enjeitou nas mãos do fariseu Temeroso.
- Nesse instante, Mestre Gonzagão!
- Lula?!
- Inhô?
- Vou cuspir no chão, hein? Você tem que voltar à Presidência antes do cuspe secar! E não se esqueça dos conselhos de Frei Mané Mago de Jurema: “não vá se empalhar pelo caminho comendo porcaria.”
- Que tipo de porcaria, Mestre?
- COXA e SOBRECOXA de PATO. É o prato mais indigesto, o quebra-jejum mais sem futuro que já apareceu nesse país. Cagada de pato é de lascar!
Luís Inácio montou na bestinha melada e saiu percorrendo o Nordeste de ponta a ponta, abraçando a sua gente, recebendo o carinho desse povão, fazendo renascer a esperança em cada coração. Foi a maior carreira que um político brasileiro já deu nessa vida. E foi abençoado pelo povo Nordestino, que dizia pela voz de Frei Mané Mago:
- Arrocha meu guerreiro, você é o novo CAVALEIRO DA ESPERANÇA. E tem mais! Capricha na meladinha, castiga na meladinha, que em 2018 estaremos com você.



P.S. Depois de ler esse texto, um discípulo do Mineirim Mata-Parente (o Abominável das Neves) chegou meio lombrado, olhou para Frei Mané Mago e perguntou:
- Frei Mané Mago, o senhor também cheira?
Ao que o Frei respondeu:
- Cheirar eu não cheiro não, meu filho, mas boto uma catinga danada!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

FEIRA DO CORDEL

ALGUMAS IMAGENS DA II FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO
(17 a 20 de agosto, na CAIXA CULTURAL)


Homenageado na II FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO


Com Marcus Lucenna, Toinho, Zé Maria e Izabel Pontes


Com Rosemberg Cariry, no lançamento do documentário 
sobre o famoso CEGO ADERALDO


Palestra sobre a vida e a obra do CEGO ADERALDO


Com Lula, Rosemberg e Marcus Lucenna


Com o escritor João Eudes Costa, de Quixadá-CE



O público de domingo, no show de Marcus Lucenna


Vevé, Hathane (mamãe) e Maria Clara



Contação de estórias


Mestre Bule-Bule e Marcus Lucenna - O Cantador dos 4 Cantos


Com Guaipuan Vieira, Klévisson Vianna, Jorge Mello e João Miguel


Juliana Araújo e João Miguel


Com amigos e familiares (inclusive meus pais, Evaldo e Hathane)


Com Raymundo Neto, Chico Salles e Jorge Mello


domingo, 20 de agosto de 2017

FEIRA DO CORDEL


EM SEU ÚLTIMO DIA, FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO HOMENAGEIA O CEGO ADERALDO

Em seu quarto dia, a II Feira do Cordel Brasileiro presta homenagem ao famoso CEGO ADERALDO (Aderaldo Ferreira de Araújo), relembrando os 50 anos de sua morte.
(Crato - 24 de junho de 1878 + Fortaleza  - 29 de junho de 1967)
No dia 29 de julho de 2017, completaram-se 50 anos do desaparecimento daquele que é considerado um dos mais importantes poetas populares nordestinos, Aderaldo Ferreira de Araújo - o famoso Cego Aderaldo. Nascido no Crato (CE), ele veio morar muito jovem na cidade de Quixadá (CE), depois de ficar órfão de pai, empregando-se na estrada de ferro. Cegou aos 18 anos. Trabalhava abastecendo uma caldeira quando tomou um copo de água fria e os olhos estalaram imediatamente, fazendo com que perdesse a visão pelo resto da vida. Comprou então o seu primeiro instrumento e descobriu que sabia fazer versos. Achava humilhante ter que pedir esmolas por isso exerceu diversas profissões: além de cantador foi comerciante e exibia filmes num cinematógrafo lhe presenteado por Ademar de Barros, ex-governador de São Paulo.


Livro de Cláudio Portela, sobre o Cego Aderaldo


20 de agosto (Domingo)
Teatro
14h – Palestra “Cego Aderaldo, o trovador do Nordeste”
Exibição do Filme Cego Aderaldo – o Cantador  e o Mito – Classificação: Livre
Palestrantes: Rosemberg Cariry (Fortaleza/CE), João Eudes Costa (Quixadá/CE) e Arievaldo Viana (Caucaia/CE)
           Mediação: Poeta Orlando Queiroz (Quixadá/CE)

Palco Cego Aderaldo
16h – Chico Pedrosa (Olinda-PE) e Antônio Francisco (Mossoró/RN)
16h30min – Forró pé-de-serra: Kutuka a Burra (Fortaleza/CE)
17h – Canções de Viola: Antônio Jocélio (Fortaleza/CE)
17h30min – Marcus Lucenna (RJ) e Cacimba de Aluá (Fortaleza/CE)
18h30min – Show de Encerramento: Mestre Bule-Bule (Camaçari/BA)



EXPOSITORES:

1.    ABLC (Rio de Janeiro/RJ)
2.    AESTROFE (Fortaleza/CE)
3.    Arievaldo Viana (Sertão Central/CE)
4.    CECORDEL (Fortaleza/CE)
5.    Chico Pedrosa (Olinda/PE)
6.    Cordelaria Flor da Serra (Fortaleza/CE)
7.    Edições Patabego (Tauá/CE)
8.    Editora Coqueiro (Olinda/PE)
9.    Eduardo Macedo (Fortaleza/CE)
10.  Evaristo Geraldo da Silva (Alto Santo/CE)
11.  Francisco Melchiades (Fortaleza/CE)
12.  Francorli (Juazeiro do Norte/CE)
13.  Geraldo Amâncio (Fortaleza/CE)
14.  Guilherme Nobre (Fortaleza/CE)
15.  João Pedro do Juazeiro (Fortaleza/CE)
16.  José Lourenço (Juazeiro do Norte/CE)
17.  Jotabê (Fortaleza/CE)
18.  Lucarocas (Fortaleza/CE)
19.  Nonato Araújo (Fortaleza/CE)
20.  Olegário Alfredo (Belo Horizonte/MG)
21.  Regina Drozina (Guararema/SP)
22.  Ricardo Evangelista (Belo Horizonte/MG)
23.  Rouxinol do Rinaré (Fortaleza/CE)
24.  Valdeck de Garanhuns (Guararema/SP)
25.  Valentina Monteiro (Campina Grande/PB)
26.  Tupynanquim Editora (Fortaleza/CE)

Serviço:
II FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO
Local: CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Data: De 17 a 20 de agosto de 2017
Horários: Quinta a sábado: 14 às 20h | Domingo: 14 às 19h
Classificação indicativa: Livre
GRATUITO

Atendimento à imprensa:
Helena Félix – (085) 99993-4920 / pontualcomunicacao@gmail.com e
Kiko Bloc-Boris – (085) 98892-1195 / kikobb@gmail.com

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Fortaleza (CE):
Bebel Medal – (85) 99934-0866
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