quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

MERECIDA HOMENAGEM



EVALDO LIMA, CIDADÃO CANINDEENSE

Por iniciativa do vereador Francisco de Assis Rodrigues Vieira a Câmara Municipal de Canindé aprovou título de Cidadania Canindeense para meu pai, Francisco Evaldo de Sousa Lima, poeta popular e apologista da Cantoria e da Literatura de Cordel.


(Na foto ao lado, o vereador Assis Vieira, com a filha Geórgia)




Francisco Evaldo de Sousa Lima nasceu no dia 07 de maio de 1941, em Cacimba Nova (Quixeramobim). É o terceiro filho do casal Manoel Barbosa Lima e Alzira Vianna de Sousa Lima. Vovô só o chamava de Vadinho... Teve pouquíssima instrução. Só frequentou a escola até o terceiro ano primário, mas é dotado de uma aguda inteligência e grande sensibilidade para a poesia, sobretudo a que chamamos poesia popular, dos cantadores, glosadores e poetas de cordel.

Mesmo com a pobreza e as dificuldades enfrentadas por seus pais ao longo da década de 1940, quando viveu a sua infância, Evaldo guarda boas lembranças desse período. Filho de pais laboriosos, aos poucos as coisas foram melhorando. Quando saíram do Castro para o Ouro Preto, meus avós começaram a prosperar, principalmente depois que vovô começou a investir no ramo comercial, com uma pequena bodega, sem se descuidar, contudo, da agricultura e da criação de um pequeno rebanho de gado e ovelhas.


O casal Evaldo Lima e Hathane Vianna, foto: Karam

Papai sempre foi amigo da leitura e, com seu exemplo, nos serviu de estímulo para que fôssemos amigos dos livros. Como bom autodidata, retém muitos ensinamentos e os transmite através de uma prosa fluente e agradável, entremeada de glosas e citações que aprende no que observa da vida e nas obras que lê.

Sertanejo autêntico, nascido no tempo da lamparina, teve nos pais o modelo de ética e virtude que adotou por toda a sua vida. Homem simples, trabalhador, não desperdiçava suas horas de folga com tolices, preferindo sempre a leitura de bons livros que sempre buscou adquirir. Ainda no sertão, na fazenda Ouro Preto, onde casou –se com Hathane Maria Vianna Lima e viu nascer os cinco primeiros filhos: Arievaldo, José Itamar, Marcos Aurélio, Francisco Autemar e Antônio Clévisson (Klévisson Vianna), costumava reunir a prole no final da tarde para um recital de poesia ou leitura de livros e folhetos de cordel. Um de seus prediletos era o livro “Poetas Populares e Cantadores do Ceará”, do mestre Alberto Porfírio.

Passou a residir em Canindé em janeiro de 1980. Em 1985 nasceu sua única filha, Francisca Evanda, no Hospital Maternidade de Canindé. Ali atuou muitos anos como agricultor e pequeno comerciante. Atualmente, com 78 anos e já aposentado, ainda planta todos os anos um pequeno roçado de onde colhe milho e feijão no tempo da safra.

Uma pequena amostra de sua prosa foi registrada pelas câmeras da TV Assembléia, através do documentário “Heranças Preciosas”, realizado em 2015, com roteiro de Ângela Gurgel, produção de Ana Célia Oliveira e direção de Augusto Bozzo. Durante o período de gravação das imagens, surpreendi-me com sua desenvoltura, pois imaginava o contrário, que ele não renderia diante das câmeras uma conversa segura e espontânea como a que apresentou, ao longo de todo o seu depoimento.




Francisco Evaldo reside em Canindé desde janeiro de 1980, para onde se mudou com a família em busca de estudo e melhores oportunidades para a sua prole. É pai dos poetas e artistas gráficos Arievaldo e Klévisson Viana.

A solenidade de entrega do título de CIDADÃO CANINDEENSE ocorrerá amanhã, 20 de dezembro, às 18 horas, no IFCE - Canindé.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Cordelteca na CASA DO CANTADOR - CEILÂNDIA-DF


Cordelteca João Melchíades Ferreira é inaugurada na Casa do Cantador da Ceilândia-DF


Fotos: Casa do Cantador / Agência Brasília

Com acervo destinado à literatura nordestina, espaço é aberto com cantorias e poemas do gênero

AGÊNCIA BRASÍLIA*

A manhã da última quarta-feira (11 de dezembro) foi marcada por apresentações de repentes e declamações de cordéis na inauguração da “Cordelteca João Melchiades Ferreira” na Casa do Cantador.  A abertura do espaço dedicado exclusivamente à literatura nordestina, iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), reuniu autoridades e comunidade que celebraram em clima especial a tradição popular.

A cordelteca já nasce sendo considerada como um dos maiores centros literários exclusivos para a narrativa que conta as histórias do homem do sertão. Com um acervo que contabiliza cerca de 1500 livros e livretos arrecadados por escritores e entusiastas da literatura do gênero, a biblioteca de cordel teve todas as suas obras catalogadas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas, que possibilita consulta e reserva dos exemplares pela internet.


Bibliotecária Aline Ferrari, idealizadora da CORDELTECA


“É de uma imensa felicidade anunciar que a nossa Cordelteca da Casa do Cantador será um dos maiores espaços de literatura nordestina do país”, comemorou Aline Ferrari, gerente de acervos da subsecretaria do Patrimônio Cultural da Secec.

Segundo o administrador de Ceilândia Marcelo Cunha, é muito importante ver a Casa do Cantador em pleno funcionamento, de um modo organizado e alegre, assim como são os costumes do povo nordestino.

“É uma honra receber esta inauguração em minha gestão como administrador da Ceilândia. Agradeço ao secretário Adão Cândido por uma inciativa que valoriza a tradição de uma das cidades com a maior cultura nordestina presente no do Distrito Federal”, completou.


Painel do artista plástico VALDÉRIO COSTA, na Cordelteca da Ceilândia


Homenagem e reconhecimento

Nomeada de João Melchíades Ferreira da Silva (1869-1933), a Cordelteca presta homenagem a um dos cordelistas mais populares do país. O poeta e romancista paraibano é autor de uma das versões mais populares de cordéis, o “Romance do Pavão Misterioso”.

O espaço literário ainda ganhou como decoração um painel do artista plástico Valdério Costa, com xilogravuras que incluem a representação do personagem mais marcante da carreira do escritor homenageado, o pavão.

O secretário Adão Cândido manifestou otimismo e alegria pela importante entrega à população nordestina presente no Distrito Federal, que tem como uma de suas principais referências culturais a Casa do Cantador, única obra de Oscar Niemeyer fora do Plano Piloto.

“Esse local tem como papel homenagear a cultura fundante da nossa capital. O cordel se preservou na cultura nordestina e veio com os fundadores da nossa cidade. Para nós, é uma grande honra celebrar essa inauguração, e tenho como compromisso da gestão manter viva a tradição desta casa”, contou.


J. Borges, Valdério Costa e Arievaldo Vianna, ocupante da cadeira 
40 da ABLC, cujo patrono e João Melchíades Ferreira.


Um dos responsáveis pela intervenção da Secec, o subsecretário de Patrimônio Cultural Demétrio Carneiro explicou que a criação de uma biblioteca especializada valoriza toda a comunidade local, que tem entre seus fundadores os candangos da Região Nordeste do país.

“Esta iniciativa, além de valorizar a tradição nordestina latente no Distrito Federal, estimula a formação de cordelistas da nova geração. Este projeto funciona como estratégia para a valorização da cultura nordestina”, celebrou.

* Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ADEUS A PAULO NUNES BATISTA



Faleceu o cordelista Paulo Nunes Batista

O corpo foi velado no Velório São Sebastião e o enterro aconteceu hoje 02/12 no Cemitério Parque de Anápolis

Faleceu na manhã deste domingo, 01 de dezembro, aos 95 anos, o poeta e escritor Paulo Nunes Batista (PNB). Ele se encontrava hospitalizado há cerca de um mês.
Natural de João Pessoa, na Paraíba, PNB deixou sua terra na adolescência, indo para o Rio de Janeiro e depois morando em cerca de vinte cidades brasileiras até se radicar em Anápolis a partir de 1950.
Em terras goianas tornou-se funcionário público estadual e membro da Academia Goiana de Letras.
Sua atuação literária advém de sua família; tanto pelo lado paterno quanto materno seus ancestrais eram ligados à cantoria e ao cordel.
Seu pai, Francisco das Chagas Batista (1882-1930) foi editor e livreiro na capital paraibana.
PNB era viúvo. Deixa filhos, netos e bisnetos. O corpo foi sepultado no Cemitério Parque de Anápolis.




ALGUNS FOLHETOS DO POETA









segunda-feira, 25 de novembro de 2019

IV FliAce




IV Festa Literária da Associação Cearense de Escritores homenageia Raimunda Tapeba e ancestralidades

Por Diego Barbosa | Caderno VERSO | Diário do Nordeste

Evento acontece a partir desta segunda-feira (25) e segue até sexta (29), abraçando diferentes expressões da literatura


Mestra da Cultura e Pajé Raimunda Tapeba é a patronesse da IV FliAce, onde participará de alguns momentos Foto: Helene Santos

Foi dentro da mata, junto ao verde, que Raimunda Rodrigues Teixeira cresceu. À época da mocidade, banhava-se no rio limpo, caçava caranguejo para comer e ornava a cabeça com coloridos penachos. Era também ali, no seio da natureza, que ela ouvia e contava histórias. Primeiro, num movimento de conhecer as próprias origens; e depois, com a missão de repassá-las às novas gerações, perpetuando as leituras dos povos da terra sobre a vida, o meio e o mundo.
A força com a qual expressava saberes logo traduziu-se em reconhecimento: tornou-lhe a primeira mulher a ocupar o papel de pajé numa etnia indígena no Ceará. Fez-lhe igualmente Raimunda Tapeba, Mestra da Cultura e líder de uma comunidade estimada em oito mil habitantes. Vivem às margens do rio Ceará, em Caucaia, e têm a memória, os costumes e as lendas, passadas de geração em geração, como armas para preservar aquilo de mais precioso: a ancestralidade.
É sobretudo essa sabedoria dos livros vivos que ganhará destaque na IV Festa Literária da Associação Cearense de Escritores (FliAce), evento que se inicia hoje (25) e segue até sexta-feira (29), no Shopping Benfica. A ação elege como patronesse desta edição exatamente Raimunda Tapeba – que ontem completou 75 anos de idade – e, consequentemente, toda a herança milenar carregada no semblante ativo, forte e inspirador.
“Vários nomes vivos e de destaque na literatura e cultura cearense foram sugeridos e, após algumas reuniões, a escolhida foi uma Pajé Tapeba. Sem holofotes. Sem palco. Sem aplausos. Uma líder indígena de um povo perseguido e que vem sendo exterminado física e culturalmente há séculos. Essa escolha foi um belíssimo rompimento”, explica Silas Falcão, presidente da Associação Cearense de Escritores e um dos componentes do corpo curatorial da festa.
Com ele, outros nove profissionais da palavra organizaram uma programação cujo recorte prima pela pluralidade ao determinar como tema do evento “Inclusão Cultural, Tradição e Oralidade”.



Escritor Antônio Ferreira de Miranda é uma das atrações da FliAce

O fazendário e conselheiro fiscal do Sintaf, Antonio Miranda, lançará na próxima quarta-feira (27/11), na IV Festa Literária da Associação Cearense de Escritores (FliAce), o seu mais recente livro, “O derradeiro fôlego do tempo”. O lançamento acontecerá às 19h, no Shopping Benfica, com mediação do escritor e cordelista Arievaldo Vianna. 


* * *


ABRANGÊNCIA

Entre as atividades planejadas, acontecendo diariamente entre 10h e 22h, estão lançamentos de livros, palestras, mesas, encontros e diálogos. A Feira do Livro e o Palco Aberto são fixos, e uma profusão de apresentações musicais contemplando músicas africanas e cantos indígenas ganhará maior amplitude nos dias.
Convém também demarcar espaços de trocas a respeito de temáticas cada vez mais sintonizadas com a contemporaneidade. Discussões sobre o sertão, a relação entre literatura e mídias sociais e o lugar da mulher integram esse panorama. Sobre este último assunto, a mesa “Mulheres-crônicas-cotidiano”, com mediação de Cleudene Aragão, reunirá fortes nomes para ecoar impressões.
 “Vamos conversar sobre o narrar o cotidiano, aquilo que parece banal. O detalhe perdido, mas capturado pelo olhar da mulher; o evocar lembranças e o retratar de uma janela à luz da escrita de nossas vivências”, situa a poeta Mika Andrade, uma das participantes do encontro.
Por sua vez, um dos curadores da FliAce, José Rubens Venceslau, reitera a organicidade da iniciativa. “Sempre procuramos nos pautar dentro de um contexto atual, nunca repetindo um mesmo autor, lançamento, palestra ou qualquer outro tema contemplado anteriormente. Buscamos o debate de situações que se mostram pertinentes, com vistas à necessidade social que ora se vive”.
Os pontos mencionados ganham ainda maior alcance frente às homenagens que o evento reserva. Haverá certificação de Raimunda Tapeba; entrega do Troféu Mandacaru à Casa de Juvenal Galeno, pelo centenário; e entrega da placa Procura de Poesia à primeira vice-presidente da ACE, Eudismar Mendes. Os autores indicados ao Prêmio Jabuti neste ano igualmente receberão honrarias.
 “Nos cinco dias de programação, o novo que não acontece em eventos culturais estará sempre presente na festa”, conclui Silas Falcão.

Serviço

IV Festa Literária da Associação Cearense de Escritores (FliAce)
De hoje (25) a sexta-feira (29), das 10h às 22h, na Galeria BenficArte, no Shopping Benfica (Avenida Carapinima, 2200 - Benfica). Gratuito. Contato: (85) 3243-1000

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

ACORDA CORDEL EM BOA VIAGEM



Oficina do Projeto Acorda Cordel no município de Boa Viagem-CE



Em dezembro de 2011, a convite do prefeito Fernando Assef e da Secretária de Educação e Cultura professora Lucirene Castelo Branco o escritor Arievaldo Vianna realizou oficina de capacitação do projeto Acorda Cordel na Sala de Aula para 40 professores da rede municipal de ensino. O aproveitamento foi espetacular.
Apesar de ter apenas 08 horas de duração, o monitor conseguiu transmitir um pouco da história da literatura de cordel, suas regras básicas, sua influencia nas outras artes (música, cinema, teatro etc) e ainda foi produzido um folheto coletivo contando a história do município de Boa Viagem desde a sua fundação até os dias atuais.



UMA CIDADE QUE NASCEU DE UM ROMANCE

Boa Viagem começou de uma grande história de amor... Em meados do século XVIII, o casal Domingues e Agostinha, como no famoso “Romance de Mariquinha e José de Sousa Leão”, teve de fugir para se casar. Levavam em sua companhia apenas uma escrava, ama de leite de Agostinha e eram perseguidos tenazmente por um grupo de jagunços que estava sob o comando do pai da moça. Num dado momento, Domingues teve que deixar a noiva e a criada num local que julgava seguro para ir até certa cidade (uns afirmam que foi Recife, mas é improvável, devido a distância e os meios de transporte da época) para buscar uns documentos a fim de realizar o matrimônio. Quando retornou ao esconderijo, Agostinha estava faminta e assustada e a pobre escrava havia sido devorada por uma onça perigosa.



NOVA FUGA E A PROMESSA REDENTORA

 Fugiram mais uma vez, perseguidos pelo grupo de cangaceiros, até que o cavalo em que viajavam cansou e morreu na beira de uma lagoa... Segundo os historiadores, essa lagoa situava-se no lugar onde hoje encontra-se erguida a igreja matriz de Boa Viagem. A construção da referida capela foi uma promessa de Domingues e Agostinha com Nossa Senhora da Boa Viagem. Foram atendidos, pois uma febre começou a dizimar o grupo perseguidor que acabou desistindo da perseguição. Os detalhes dessa história fantástica estão minuciosamente descritos no folheto coletivo produzido na oficina.

Todos os participantes da oficina receberam um kit contendo o livro ACORDA CORDEL, o CD com 10 faixas (tiragem feita especialmente para esse evento) e caixa com 12 folhetos de vários autores. Fizemos a leitura coletiva do folheto "A intriga do cachorro com o gato" e explicamos a diferença entre CORDEL e POESIA MATUTA. Os professores se encantaram com a declamação do poema "EU E MARIA" do poeta Geraldo Amâncio, que coincidentemente nos ligou no momento da oficina dizendo que estava assistindo entrevista de Arievaldo Viana na TV Cultura.

Destaque para o poeta Toinho, já traquejado na arte do verso, autor de estrofes como esta que veremos a seguir:

"Se eu fosse o presidente
Deste país tropical
Eu baixaria um decreto
De valor fenomenal
4 dias de quaresma
40 de carnaval."

Segundo Toinho, o vigário é que não gostou muito da idéia...


INTERESSADOS EM CONTRATAR UMA OFICINA DO 

PROJETO ACORDA CORDEL devem entrar em contato conosco

 através do e-mail:  acordacordel@hotmail.com




Roques Mateus do Rio São Francisco
Literatura de Cordel

Autor: Leandro Gomes de Barros
Categoria: Literatura de Cordel
Formato: .pdf
Tamanho: 1,11 MB

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

ARIEVALDO E JÔ OLIVEIRA


NA IV FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO


Evento reúne expoentes da autêntica Cultura Popular Brasileira e grandes personalidades da Literatura do Cordel


De 17 a 20 de outubro de 2019 a CAIXA Cultural Fortaleza recebe a IV Feira do Cordel Brasileiro, uma realização da AESTROFE – Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará. A feira traz lançamentos literários, exposição de obras raras, vendas de folhetos de cordel, livros, camisetas e CDs referenciais, além de shows, recitais, palestras, oficinas de xilogravura e de cordel.

Nesta edição, a IV Feira do Cordel Brasileiro é apadrinhada pelos mestres da cultura Chico Pedrosa e Bule-Bule, e presta homenagens a grandes nomes da cultura nordestina: Jackson do Pandeiro (centenário), João Melchíades Ferreira (sesquicentenário), Alberto Porfírio (in memoriam) e o comunicador Carneiro Portela.

O multiartista pernambucano Antônio Nóbrega, um dos expoentes do gênero literário e referências da cultura popular, ministra uma palestra ilustrada intitulada ‘Da quadrinha ao galope a beira mar’, no dia 18/10, às 14h. Entre as atrações do evento, estão ainda a xilogravadora Lucélia Borges, o ator e cordelista Edmilson Santini, a dupla de emboladores Marreco e Pinto Branco, o Trio Arupemba e CIA, os Tecelões Teatro com Bonecos, os cantadores Guilherme Nobre e Geraldo Amâncio Pereira, o humorista-cordelista Tranquilino Ripuxado, a xilogravurista Lucélia Borges e a repentista Fabiane Ribeiro. Para apresentar pesquisas temáticas, participam Gilmar de Carvalho, Alberto Perdigão, Vládia Lima, Ana Claudia Veras, Stélio Torquato, entre outros.  

Também marca presença o renomado ilustrador pernambucano Jô Oliveira, que assina o cartaz da feira. Mestre dos Quadrinhos pelo HQ-MIX (2004), Jô publicou diversas histórias em quadrinhos, tendo várias ilustrações e selos premiados, no Brasil e no exterior. A programação completa está disponível em https://www.facebook.com/FeiradoCordelBrasileiro
Serviço:

[Vivências] IV FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO
Local: CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Data: De 17 a 20 de outubro de 2019
Horário: Quinta a sábado: 14 às 21h | Domingo: 14 às 19h
Entrada Franca
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Acesso para pessoas com deficiência
Paraciclo disponível no pátio interno
Informações gerais| Bilheteria da CAIXA Cultural Fortaleza: (85) 3453-2770
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Atendimento à imprensa:
Isabelle Vieira - (85) 98871.4139 / vieira.aisabelle@gmail.com 
Helena Félix – (085) 99993-4920 / pontualcomunicacao@gmail.com
Kiko Bloc-Boris – (085) 98892-1195 / kikobb@gmail.com
Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Fortaleza (CE):
www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA
Acesse o site www.caixacultural.gov.br
Baixe o aplicativo “Caixa Cultural”



PROGRAMAÇÃO DA
IV FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO
De 17 a 20 de outubro de 2019
na CAIXA Cultural Fortaleza


Mestre Bule-Bule da Bahia

DIA 17 (Quinta-feira)
Teatro: Jackson do Pandeiro
14h – ABERTURA com a participação dos mestres do cordel e da cantoria | Declamação com Klévisson Viana (CE) e Aldanísio Paiva (CE), apresentação com Mestre Bule-Bule (BA), Jefferson Portela (RJ) e Zé Rodrigues (CE), César Barreto (CE) e do Grupo Cordel de Raiz, da EMEF Ernesto Gurgel Valente (Aquiraz/CE)
15h10 – Mesa "O CORDEL COMO OBJETO DE PESQUISA"
Com Gilmar de Carvalho (CE) ‘’Cordel Cearense’’, Vládia Lima (CE) ‘’Alberto Porfírio’’, Ana Claudia Veras (CE) ‘’Caldeirão’’ e Alberto Perdigão (CE) ‘’Jornalismo em Cordel’’
Mediação do professor e cordelista Stélio Torquato Lima (CE)

Lucélia Borges

Sala de Ensaio: José Pacheco
15h – Oficina de xilogravura com o mestre João Pedro de Juazeiro (CE) e Lucélia Borges (BA)

Sala Multiuso: Palco Alberto Porfírio
16h40 – Recital “AS MULHERES NO CORDEL” com Julie Oliveira (CE), Bia Lopes (CE) e Ivonete Morais (CE)
17h30 – Recital com Dideus Sales (CE)
18h – Repente ao som da viola com Fabiane Ribeiro (MA) e Guilherme Nobre (CE)                                                                    
19h – Show “CANTIGAS DO SERTÃO” com José Rodrigues (PE) e o Trio Cabeça de Fósforo (CE), participação especial do mestre Bule-Bule (BA.                                                                         
20h – Show “DE CANTIGAS E ROMANCES” com Eugênio Leandro (CE), participação especial de David Simplício (CE)

Antônio Nóbrega

DIA 18 (Sexta-feira)
Teatro: Jackson do Pandeiro
14h20 – Aula-ilustrada “DA QUADRINHA AO GALOPE A BEIRA MAR” com Antônio Nóbrega (PE)

Sala Multiuso: Palco Alberto Porfírio
16h – Espetáculo “CHICO MAMULENGO CONTRA A COBRA CANINANA” com a Cia Tecelões Teatro com Bonecos (CE)
17h – Recital com Rafael Brito (CE), Evaristo Geraldo (CE), Ian Fermon (CE) e Esperantivo (PE)

Edmillson Santini

18h – Espetáculo “JACKSON, SOM DO PANDEIRO E A CHEGADA DE ARIANO SUASSUNA NO CÉU” com Edmilson Santini (RJ)
19h – Recital com Chico Pedrosa (PB), Arievaldo Viana (CE) Lucarocas (CE) e Aldanísio Paiva (CE)
20h – Cantoria de embolada com Marreco (CE) e Pinto Branco (CE)


 
Jô Oliveira

DIA 19 (Sábado)
Teatro: Jackson do Pandeiro
14h – Palestra ‘’A DIVERSIDADE NA ILUSTRAÇÃO DE FOLHETOS DE CORDEL” com o mestre Jô Oliveira (DF), Lucélia Borges (BA), Eduardo Azevedo (CE) e Cayman Moreira (CE)
Mediação: Arievaldo Vianna (CE)

Sala de Ensaio: José Pacheco
14h – Oficina “APRENDA A FAZER CORDEL” com Rouxinol do Rinaré (CE)

Sala Multiuso: Palco Alberto Porfírio
16h – Recital ‘’ANUNS E CORDÉIS”  com Breno de Holanda (PE) e Lançamento do livro
17h – Trio Arupemba (CE)
18h – Repente com Geraldo Amâncio (CE) e Zé Vicente (CE)
19h – Recital ‘’O PATATIVA QUE EU CONHECI’’ com Daniel Gonçalves (CE)
20h – Show ‘’CANTIGAS PRA BEM VIVER’’ com Paola Torres (CE) e lançamento dos livros “O RIO E A NUVEM” e “VAMOS FALAR SOBRE O CÂNCER?”

DIA 20 (Domingo)
Teatro: Jackson do Pandeiro
14h – Mesa “PEIXEIRAS AO ALTO: O FANTÁSTICO ARMORIAL NORDESTINO” com Rodrigo Passolargo (CE), Vinícius Rodrigues (CE) e Eduardo Macedo (CE)
Mediação: Paulo de Tarso (CE)

Café: Luiz Gonzaga
15h – Lançamento do Cordel “SUPERAÇÃO NA EDUCAÇÃO” de Maria de Lourdes Fernandes (CE)

Sala Multiuso: Palco Alberto Porfírio
15h30 – Show ‘’PIMENTINHA DO FORRÓ’’ com Cecília do Acordeon (CE)
16h20 – Show de humor e cordel com Tranquilino Ripuxado (CE)
17h20 – Cutuca a Burra

Pátio Externo
18h – Intervenção Artística com Pifarada Urbana (CE)

Texto: Divulgação.