quarta-feira, 6 de maio de 2015

ACORDA CORDEL


Projeto do escritor Arievaldo Viana encanta alunos do Norte ao Sudeste do Brasil

Por: Pedro Paulo Paulino*

A Literatura de Cordel está reconquistando seu espaço nos mais diversos setores, com visibilidade na mídia e reconhecimento nacional e até internacional. O sucesso que esse gênero de literatura popular está atingindo deve-se principalmente a um movimento de ressuscitação do Cordel empreendido por artistas talentosos e dedicados que não medem esforços para mostrar ao público o valor da arte nordestina. Percebendo que a poesia popular tem uma densidade muito forte, não só em sua vasta temática mas como tradutora e guardiã fiel da nossa cultura, o cordelista Arievaldo Viana Lima foi um dos pioneiros a levantar a bandeira de reabilitação do Cordel que a cada dia se torna mais à mostra na simpatia do público.

O seu trabalho mais recente introduz o Cordel em um setor bem especial: a educação. Segundo Ari, no passado os estudantes da zona rural tinham contato com a leitura unicamente através dos folhetos comprados nas feiras das pequenas cidades. “Minhas primeiras leituras foram os ‘versos’ que eu lia para mim e para uma platéia que vibrava com as histórias de amor, de bravura, de gracejo, dos melhores autores, como Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athayde, José Pacheco e muitos outros”, diz Arievaldo, referindo-se à sua infância na Fazendo Ouro Preto, em Quixeramobim, Ceará.

Partindo dessa constatação, ele caiu em campo e produziu agora um dos melhores trabalhos didádicos sobre o tema, o livro “Acorda Cordel na Sala de Aula”, publicado em parceria pelas editoras Tupynanquim e Queima Bucha, lançado no dia 05 de maio no espaço da livraria Livro Técnico, no Centro Dragão do Mar de Fortaleza. O trabalho, segundo o autor, está direcionado especialmente aos estudantes, e pode ser utilizado como ferramenta paradidática na alfabetização de crianças, jovens e adultos, pois traz explicações claras a respeito das técnicas do Cordel, versificação, rima, métrica, estrofes, modalidades, origens do Cordel e exercícios e atividades escolares baseados nessa literatura. A obra, ricamente ilustrada com reprodução de capas dos folhetos e xilogravuras dos melhores mestres, traz também biografia e antologia dos autores mais consagrados do gênero. “As experiências obtidas em cidades como Campina Grande-PB, Palmas-TO e Canindé-CE nos autorizam a afirmar que a receptividade entre os alunos é excelente, sobretudo em atividades como leitura em grupo e elaboração de novos folhetos entre os próprios estudantes”, explica. O livro acompanha ainda uma caixa contendo 12 folhetos de vários autores, inclusive canindeenses como Gonzaga Vieira e o próprio Arievaldo. O autor informa que em Londrina-PR, o Cordel está sendo trabalhado há mais de um ano pela profª. Bruna Scrivanti e na cidade de Palmas-TO, vem tendo grande destaque graças ao prof. Milton Félix, que participou de oficina realizada em setembro do ano passado, naquela capital. O projeto ACORDA CORDEL já foi destaque na imprensa nacional, com reportagens nas revistas Época e Palavra. Ainda este mês, segundo Ari, a revista Nossa História deverá trazer uma matéria sobre o Projeto Acorda Cordel. O próximo lançamento do livro será no dia 09 de junho em Mossoró-RN, a convite da Sociedade Brasileira de Estudo do Cangaço (SBEC).


O BE-A-BÁ VERDADEIRO


Uma avaliação recente do Ministério da Educação e Cultura (MEC), sobre as metodologias de ensino adotadas nas escolas, chegou a uma conclusão: é preciso mudar. Atualmente, mais de 60% das escolas em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, usa o método construtivista, criado pelo suíço Jean Piaget, no qual o professor mostra à criança um livro e a faz interessar-se pela história por meio de imagens. Ela é incentivada, inclusive, a adivinhar o enredo. Já pelo método fônico, o professor ensina o som de uma letra (B) e suas variações silábicas (BA, BE, BI, BO,BU). Pois agora o MEC reconhece que este é o método mais eficaz na alfabetização. Ora, através do método fônico um sem-número de gerações, inclusive a minha, alfabetizou-se, principalmente nas escolas informais da zona rural, pelas mãos da dedicada “professorinha que ensinou o bê-a-bá”, como disse Ataulfo Alves. E não resta dúvida que a alfabetização por meio desse método, além de direta, fixa muito mais a eufonia das palavras no ouvido do aluno, abrevia o aprendizado da leitura e ajuda a melhorar a ortografia, tão sofrível nos dias de hoje. Em nossas séries iniciais, numa dessas escolinhas domésticas do interior, aprendi, assim como o poeta Arievaldo, a ler e a escrever ouvindo e acompanhando a nossa mestra na soletração das palavras. Até mesmo uma cultura gráfica era desenvolvida naquele tipo de escola, pois se aprendia a rigor a desenhar cada letra - a mão da professora segurando a mão do aluno. Resultado era uma caligrafia artisticamente clara. Também meus primeiros livros foram os folhetos de Cordel, que os lia cheio de encantamento e expectativa. O Cordel estva atrelado à minha rotina escolar na infância. Era interessante, empolgava, remetia a temas épicos ou presentes no meu habitat. Era uma extensão da nossa cartilha. E talvez não é à toa que o seu formato padrão é o mesma da antiga Carta de ABC e da Tabuada na qual se aprendia aritmética e rudimentos da matemática. O escritor Arievaldo Viana teve um desses raros lampejos de inspiração ao conceber o Projeto Acorda Cordel na Sala de Aula. Seu trabalho é tão substancial e atraente que à primeira vista prende a atenção e o interesse do leitor, especialmente do aluno. Não pude esconder o contentamento quando chegou às minhas mãos o exemplar do seu livro Acorda Cordel. Ao mesmo tempo, senti um profundo pesar íntimo, pois gostaria de ter recebido o seu belo livro na minha infância, quando aluno da minha primeira professora, Susana Viana, na Escolinha Particular de Campos.



* Pedro Paulo Paulino, cearense de Canindé, é jornalista e poeta popular. (Artigo publicado no Jornal DE MÃO EM MÃO, edição nº 100)




O AUTOR


Arievaldo Viana Lima, poeta popular, radialista, ilustrador e publicitário, nasceu na Fazenda Ouro Preto, Quixeramobim-CE, em 08 de setembro de 1967. Em 1980 transferiu-se com a família para Canindé. Em 1999, em parceria com o poeta canindeense Pedro Paulo Paulino, lançou uma caixa com 10 títulos denominada Coleção Cancão de Fogo. É o criador do Projeto Acorda Cordel na Sala de Aula. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupa a cadeira nº 40. Em 2002 venceu o V Prêmio Domingos Olympio de Literatura (modalidade Cordel), da prefeitura de Sobral. Já lançou mais de 100 folhetos e 30 livros publicados.

CONTATO:  acordacordel@hotmail.com

PROJETO ACORDA CORDEL NA SALA DE AULA

1 - LIVRO COM 144 páginas, tamanho 28x21cm, com a história da Literatura de Cordel, técnicas da poesia popular e exercícios para professores e estudantes.

2 - CAIXA COM 12 FOLHETOS, de autores diversos, incluindo a Gramática em Cordel e a Didática do Cordel.

3 - CD com 10 poemas musicados ou declamados por Arievaldo Viana, Geraldo Amâncio, Zé Maria de Fortaleza e Mestre Azulão.

Valor total do KIT - R$ 70,00 + DESPESAS POSTAIS. Enviamos pelo CORREIO para qualquer parte do Brasil.


DESCONTOS ESPECIAIS PARA REVENDEDORES. 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

NO BLOG DO OMAR BRITO

Sábado, 26 de abril, Mezanino 2 do Espaço Cultural, lançamento do livro "Leandro Gomes de Barros - Vida e Obra" do poeta e escritor cearense Arievaldo Viana. A apresentação coube a Iponax Vila Nova, poeta declamador, com sangue real da poesia popular. Filho de Ivanildo Vilanova, uma lenda do Repente, ele também herdou os genes da família de cantadores.
VER POSTAGEM COMPLETA AQUI: www.omarbrito.com.br

Fonte: http://www.omarbrito.com.br/index.php/cultura/29-leandro-gomes-de-barros-vida-e-obra

segunda-feira, 27 de abril de 2015

LANÇAMENTO EM POMBAL-PB






Fotos do lançamento da biografia de Leandro Gomes de Barros em sua terra natal, Pombal-PB. Presente também uma caravana do município de Paulista-PB, município onde atualmente se localiza a Fazenda Melancia, berço do poeta. Na foto acima, Luizinho Barbosa mostra um tijolo da casa onde nasceu o pai da Literatura de Cordel. Fotos do site da Prefeitura de Pombal, feitas em 24 de abril de 2015.

Professora Ione Severo, Luizinho Barbosa e Seu Sérgio, grandes
responsáveis pelo sucesso dos três lançamentos realizados na Paraíba.



LANÇAMENTO EM JOÃO PESSOA


Jornal CONTRAPONTO - João Pessoa-PB


quarta-feira, 22 de abril de 2015

NA TERRA DE LEANDRO E CANCÃO DE FOGO





O escritor cearense Arievaldo Vianna lança, neste sábado (25), a biografia do poeta paraibano Leandro Gomes de Barros. O lançamento acontece às 18h, no mezanino 2 do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. A programação da noite conta com as presenças de Iponax Vila Nova (declamador) e dos repentistas Rogério Meneses e Antônio Lisboa. A entrada é gratuita.
O evento realizado pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), antecipa as comemorações pelo sesquicentenário de nascimento do poeta paraibano natural da cidade de Pombal, que acontece em 19 de novembro.
O autor da biografia apresenta um trabalho amparado em fotos, documentos e informações inéditas sobre a vida e obra de Leandro de Barros. No texto de apresentação do livro, o poeta e pesquisador baiano Marco Haurélio, afirma: “Trata-se da biografia do nosso mais importante poeta popular, Leandro Gomes de Barros, patriarca da literatura de cordel e autor de, pelo menos, vinte clássicos incontestáveis do gênero. Arievaldo salda o débito que contraiu com o mestre paraibano desde que foi apresentado, na infância, pela avó Alzira de Souza Lima (1912-1994) ao grande pícaro Cancão de Fogo, espécie de Lazarillo de Tormes sertanejo, e maior criação de Leandro.”
O cordelista paraibano é autor de dois folhetos que influenciaram Ariano Suassuna na criação de sua obra mais famosa, o ‘Auto da Compadecida’. Trata-se de ‘O Dinheiro’ (ou O testamento do Cachorro), de 1909 e ‘O cavalo que defecava dinheiro’. Em artigo que escreveu e publicou em 1976, o poeta Carlos Drummond de Andrade considera Leandro ‘Rei da poesia sertaneja’ e reivindica para ele o título de ‘Príncipe dos Poetas Brasileiros’, que foi concedido a Olavo Bilac, em 1913. Esse polêmico artigo de Drummond é cuidadosamente analisado em um dos capítulos da biografia escrita por Arievaldo. Segundo o autor, foi uma pesquisa árdua e persistente, ao longo dos últimos dez anos, sem contar com apoio financeiro de qualquer espécie, apenas a colaboração de amigos que também admiram a obra do grande poeta.
Na opinião do professor Gilmar de Carvalho, estudioso da cultura popular que assina o prefácio da obra, “Leandro é daquelas unanimidades a favor. Inegável que foi o grande nome do folheto e um dos sistematizadores da edição de cordéis no Brasil, com rima, métrica e folheto múltiplo de quatro páginas, com capa gráfica, no início, e com xilogravura, tempos depois. Curiosa essa passagem do violeiro para o poeta de bancada. Importante compreender como a maquinaria obsoleta para os grandes centros se interiorizava e dava lugar a jornais políticos e depois a uma atividade que movimentou a economia, que revolveu nossas camadas de memória e se fixou no imaginário social”, destacou.
Poeta atemporal, Leandro se valeu da sátira para criticar os desmandos de seu tempo: a influência estrangeira em Pernambuco, estado onde se estabeleceu. Com o chicote da sátira, vergastou os coronéis da Velha República. Pleno de graça, lançou chispas em direção ao clero, sem esquecer os protestantes e a justiça (dos tribunais). Ao mesmo tempo, exaltou os cangaceiros liderados por Antônio Silvino, criando o modelo que seria seguido pelos futuros biógrafos de Lampião no cordel: a fusão do cangaceiro nordestino com o cavaleiro andante do Medievo europeu.
Em 176 páginas, o livro reúne, além dos fatos relacionados à vida do poeta, raridades como fotos de familiares, documentos que esclarecem aspectos antes obscuros da biografia de Leandro. A pesquisa tem colaboração de Cristina Nóbrega, bisneta de Daniel, irmão de Leandro.  Merecem destaque também, as entrevistas com o escritor Pedro Nunes Filho e o consagrado cordelista Paulo Nunes Batista. O primeiro é bisneto de Josefa Xavier de Farias, irmã de Adelaide (mãe de Leandro). O segundo é filho do pioneiro do cordelismo, Francisco das Chagas Batista, amigo do criador de Cancão de Fogo, e guarda na memória episódios interessantes que ouvia de seu irmão Pedro Werta, afilhado do biografado.


Serviço
Lançamento da biografia Leandro Gomes de Barros – O Mestre da Literatura de Cordel, vida e obra – autor: Arievaldo Vianna
Participações: de Iponax Vila Nova (declamador), Rogério Meneses e Antônio Lisboa (repentistas)
Data: 25/04/2015
Hora: 18h
Local: Mezanino 2, Espaço Cultural José Lins do Rego
Entrada: gratuita

quarta-feira, 8 de abril de 2015

CORDEL EM RECIFE


 
RELATÓRIO DE ATIVIDADES NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE-PE

Por: Arievaldo Vianna

 A Editora Imeph, através do projeto “Nas Ondas da Leitura”, vem desenvolvendo um trabalho magnífico na formação de jovens leitores em diversos municípios nordestinos. Desde que começou a publicação de livros infanto-juvenis, por volta de 2005, essa editora vem se firmando como uma das melhores do gênero. Logo em 2006 tivemos a sorte de termos um livro incluído no PNBE – Programa Nacional da Biblioteca da Escola, do MEC, justamente uma obra de minha autoria, intitulada “A raposa e o canção”, que havia participado de um projeto anterior do Governo do Estado do Ceará intitulado “Baião das Letras”. Naquele ensejo, publicamos mais dois “cordelivros” ilustrados – “O Pavão Misterioso” (releitura da obra de João Melchíades e José Camelo Rezende) e “O Bicho Folharal”, um conto popular que meu avô gostava de repassar para os netos no alpendre da casa grande da fazenda Ouro Preto, Sertão do Central, onde vivi meus verdes anos.
O sucesso de meus trabalhos pela Editora IMEPH motivaram convites de outras editoras para adaptação de clássicos da literatura brasileira e universal para a linguagem do cordel, além de textos originais ou baseados em lendas populares que logo se firmaram no gosto de estudantes e educadores de todo o Brasil, resultado em diversas inclusões no Catálogo da Feira Internacional de livros infanto-juvenis da Bolonha-Itália e mais 4 inclusões no PNBE, além do selo “Altamente recomendável”, da FNLIJ, presente em algumas obras. Enquanto isso, a editora IMEPH não parou de crescer e se firmar com uma grande empresa do mercado editorial, graças à qualidade de seus autores e ao dinamismo de sua equipe, que tem a frente a incansável Lucinda Azevedo.
Em março deste ano, recebi convite da Editora IMEPH para realizar um trabalho de visitação às escolas da rede municipal de ensino de Recife-PE, onde o projeto “Nas ondas da leitura” chegou com força total, espalhando milhares de “kits” com livros paradidáticos para várias faixas de público, desde as séries iniciais a adolescentes das séries mais adiantadas e até mesmo alunos do EJA.
A missão que me foi confiada foi cumprida à risca e com todo o empenho e dedicação que costumo empregar em atividades desse porte. Logo na primeira escola visitada, em companhia da coordenadora pedagógica Michelly Almeida, percebi que o mestre Ariano Suassuna, incansável defensor da cultura popular e da literatura de cordel foi escolhido pela Secretaria de Educação do Município de Recife para ser o PATRONO do ano letivo no que se refere à difusão da prática da leitura. Como se diz na linguagem popular corrente, “caiu a sopa no mel”. Além de participar e palestras, recitais e sessões de autógrafos do livro “O pavão misterioso”, uma das obras selecionadas para o projeto, discorri também sobre a obra de Suassuna, com ênfase no seu trabalho mais conhecido – O AUTO DA COMPADECIDA que é inteiramente baseado em diversos folhetos da chamada Literatura de Cordel, a saber: O Dinheiro (Testamento do Cachorro) e O cavalo que defecava dinheiro, ambos de Leandro Gomes de Barros, além de “As proezas de João Grilo”, de João Ferreira de Lima e “O castigo da soberba”, de Manoel Vieira do Paraíso. Ora, João Grilo foi o primeiro anti-herói que conheci na minha infância, antes mesmo de aprender as primeiras letras. Quando fui alfabetizado por minha avó paterna, Alzira de Sousa Lima, logo decorei diversas estrofes do folheto de João Grilo, que ainda hoje declamo com desembaraço nas minhas apresentações, para deleite das novas gerações, inclusive aquelas que não têm intimidade com o cordel.
As escolas visitadas, durante os três dias em que permaneci na capital pernambucana foram: Arraial Novo Bom Jesus, Osvaldo Lima Filho, Dom Bosco e Nadir Colaço. Em todas elas, sem exceção, houve excelente acolhida por parte dos educadores e notável interesse por parte dos estudantes, que acompanharam com interesse a palestra, fazendo perguntas sobre o livro em questão e querendo saber mais sobre as atividades de um escritor, suas fontes de inspiração e metodologia de trabalho. Note-se que, infelizmente, não é comum que autores visitem escolas públicas, fato que por si só, já diferencia positivamente o trabalho realizado pela Editora IMEPH.
Além da ótima orientação da equipe local (Amelinha, Thays, Rouxinol e Márcia) eu quero ressaltar a boa acolhida da equipe de Pernambuco (Rodrigo, Michelly, Alessandro e Carlinhos) que deram todo o suporte para que o trabalho se realizasse da melhor forma possível. Soube que o projeto está sendo expandido para outros municípios pernambucanos como Jaboatão, Cabo de Santo Agostinho, Garanhuns etc, o que contribui para a consolidação do projeto “Nas ondas da leitura” em nosso estado vizinho. Espero retornar outras vezes a Pernambuco e ter muitas outras obras trabalhadas junto aos estudantes daquela região. 

Fortaleza, 08 de abril de 2015
 
 

terça-feira, 10 de março de 2015

CORDEL EM QUIXERAMOBIM

Alunos da Escola Estadual Maria Pimenta
 
 
Casa de Antônio Conselheiro
 
Alunos da Escola Agrícola de Quixeramobim
 

 
Estivemos estaa semana em Quixeramobim-CE, participando das atividades culturais da SEMANA DO CONSELHEIRO, realizando oficinas de cordel e palestras nas escolas, a convite do SESC. A primeira oficina foi realizada na Escola Agrícola, com excelente nível de aproveitamento. A turma produziu um cordel de 16 estrofes sobre os Milagres de Antônio Conselheiro. À tarde estivemos na escola Maria Pimenta, onde também houve bom rendimento. A noite, trabalhos com alunos do EJA no próprio SESC, falando da trajetória de Antônio Vicente Mendes Maciel ao deixar sua terra natal, o Quixeramobim, rumo à Bahia, onde fundou Belo Monte, que entrou para a história com o nome de Arraial de Canudos. Nossas atividades tiveram a colaboração do escritor Bruno Paulino. Segue um resumo do evento publicado no blog QUIXERAMOBIM AGORA:

Conselheiro Vivo 2015 começou na terça-feira, 10 e prossegue até hoje, 13/03. 
 
 
Com o tema “Artes para escrever histórias”, tem início nesta terça-feira, 10, a edição 2015 do Conselheiro Vivo, em Quixeramobim, cidade natal de Antônio Conselheiro.

Conforme a coordenação do evento, a programação, alusiva ao mártir de Canudos, segue até sexta-feira, 13 de março, feriado municipal que marca o aniversário de Antônio Conselheiro, ápice das atividades com apresentação da proposta de criação na cidade do Centro de Memória e Artes do Belo Monte. A importância de um Lugar dinâmico de pesquisa e atividades artísticas será debatida em uma Mesa Redonda com a participação do Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Doutor Paulo Emílio Matos Martins, e do artista visual Alexandre Veras, desenvolvendo Projetos no campo audiovisual e realizando vídeos com grupos de jovens da cidade.

“De longa data, temos uma ideia forte para o Ceará, em Quixeramobim, cidade do Conselheiro, para funcionamento de um Centro respeitado de pesquisa, na altura da importância para o Brasil de Antônio Conselheiro, personagem de repercussão internacional. Reunindo forças, aposto que pode ser viabilizado esse espaço e por isso viajo com muito ânimo, para reencontrar pessoas e estar em contato com outras que se inseriram nessa missão, esperando que juntos possamos definir rumos nesse sentido”, disse o professor Paulo Emílio, que possui um dos maiores acervos do país sobre Conselheiro/Canudos, com parte já doada para o Projeto, que ele comentará, a partir dos documentos, na sua participação durante o Conselheiro Vivo, na sexta, 18h, na Casa Antônio Conselheiro.

Coordenador Geral do Conselheiro Vivo 2015, o historiador Aílton Brasil, que trabalha com documentos impressos na cidade, vê o momento como possibilidade de que a proposta seja recebida institucionalmente pelo município e entidades participantes, através da definição de local para sede e estrutura inicial, como material básico específico e pessoal habilitado, a ser alocado, para atuar diretamente na proposta.

 “Temos a grande contribuição do professor Paulo Emílio, a força e entusiasmos de Alexandre Veras e os jovens que com ele atuam. Recebemos vários apoios informais em contatos feitos, por exemplo, com o Iphan Ceará, o Arquivo Público Estadual, a Universidade Estadual da Bahia (UneB) e outros centros de pesquisa pelo país. Esperamos que a proposta seja compreendida institucionalmente pela Secretaria Estadual da Cultura (Secult CE) e pelo município, através da Câmara Municipal, com quem já conversamos, e do prefeito, com adesão na prática aos encaminhamentos necessários”, vislumbra Brasil,  presidente da ONG Iphanaq, confirmando que entre as proposta de locais está a Casa de Câmara e Cadeia, único prédio na cidade tombado pelo patrimônio nacional, com possibilidade de funcionamento para que o Centro inicie suas atividades.

O Conselheiro Vivo tem início na terça, 10, 7h, com caminhada pelas ruas do Centro de Quixeramobim. A abertura oficial ocorre às 19h, na Casa Antônio Conselheiro, com apresentação da proposta de 2015 e abertura da 2ª Feira do Belo Monte, com barracas de produtores da Agricultura Familiar e Música com sanfoneiros, em frente à Casa de Antônio Conselheiro, no Centro da cidade.

Ao longo da semana, a programação segue com lançamento de produtos artísticos e linguagens artísticas diversas (livros, vídeos, teatro, poesia, música) e atividades das escolas, com participação marcante nos últimos anos. Na quinta-feira, 12, ocorrem atividades na Comunidade de Tigre, onde Conselheiro atuou como professor, entre a saída de Quixeramobim e a chegada aos sertões baianos. Além de entrevistas e informações – nas emissoras locais e pelo www.patrimoniovivo.org.br - , diariamente serão realizados debates na FM Canudos 106,7 com organizadores e convidados que participarão a cada dia do Conselheiro Vivo.

Postado por: Jornalismo - Sistema Maior de Comunicação // http://quixeramobimagora.blogspot.com.br/2015/03/conselheiro-vivo-2015-inicia-nesta.html

Professora Leni, do SESC de Quixeramobim