quinta-feira, 25 de julho de 2019

EXPOENTES DO CORDEL


MANOEL PEREIRA SOBRINHO
O 'CANETA DE OURO' DA PARAÍBA


Manoel Pereira Sobrinho nasce em 8 de agosto de 1918, no distrito de Passagem, município da Paraíba, no sertão paraibano, localizado na região geográfica imediata de Patos e integrante da região metropolitana de Patos. Não se sabe quando e como se inicia na poesia popular, mas em 1948, está instalado em Campina Grande, onde funda sua própria editora de folhetos, a Casa Pereira. Em torno desta, associa-se a Manoel d’Almeida Filho e Francisco Sales Areda, formando uma aliança comercial que duraria até cerca de 1952.


A Casa Pereira continua funcionando, porém, até 1956. A vasta obra poética de Manoel Pereira Sobrinho pode ser dividida em duas categorias principais. A primeira, pouco extensa, corresponde aos folhetos políticos, em que ousa atacar figuras importantes da época, como o governador da Paraíba (Dr. Promessa) e o prefeito de Campina Grande (Afirma o deputado Elpídio de Almeida, Desmascarando o mentiroso Plínio Lemos). Nestes, utiliza uma linguagem particularmente violenta, que lhe rende inimizades e alguns problemas, como os dias passados na prisão, por ter insultado a polícia em Dr. Promessa.

A segunda categoria de folhetos, majoritária, corresponde aos chamados “romances”, em que Manoel Pereira transpõe muitas vezes, para a linguagem popular, obras eruditas consagradas nacional ou internacionalmente: ‘Os martírios de Jorge e Carolina’ é uma versão de ‘A viuvinha’, de José de Alencar, enquanto que ‘O castelo do homem sem alma’ retoma o romance homônimo do escocês A. J. Cronin.

Por volta de 1959, Manoel Pereira muda-se para São Paulo, onde passa a trabalhar para a famosa Editora Prelúdio. Reescreve, então, vários sucessos da própria literatura de cordel brasileira, ajudando a editora a contornar o problema dos direitos autorais de clássicos como O cachorro dos mortos, de Leandro Gomes de Barros, ou Pedrinho e Julinha, de José Camelo de Melo Rezende. Torna-se, com isso, alvo de severas críticas por parte dos poetas de cordel. Nos anos 1960, no entanto, Manoel Pereira Sobrinho desaparece sem deixar rastro. Segundo depoimentos, teria deixado a poesia popular para ser pedreiro, antes de morrer, anonimamente, em 1995.

Fonte: http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/ManuelPereira/manuelPereira_biografia.html




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